Livre, leve e solta

Livre, leve e solta.

Feliz, calma, serena.

É assim que me sinto ultimamente e, em especial, neste preciso momento.

Tudo flui organica e naturalmente.

Sinto uma paz interior e um calor no peito difícil de pôr em palavras e descrever.

(E eu que adoro escrever e as palavras brotam e desabrocham na minha mente constantemente, e às vezes em tal torrente que as minhas mãos a teclar não conseguem acompanhar.)

Nestes últimos tempos, são constantes os sinais, as mensagens (que outrora as via veladas ou nem via, porque ainda não tinha chegado o dia), as inspirações, as conexões, como as coisas vêm ao meu encontro, como encontro coisas que já não me lembrava de ter ou ter guardado e o quão simbólico é o achado e tudo o que faço.

Surgem respostas, confirmam-se boas ações, apontam-me caminhos, sugerem vias, se eu assim o entender.

E eu sorrio, no peito e no rosto, e agradeço.

Há vezes em que o sorrir não é suficiente para exprimir uma gratidão tal e tudo o mais que sinto no coração (e chego a verbalizar uma ou outra interjeição de animação, como uma criança na manhã de Natal).

Compreendo o porquê da minha precoce paixão pela educação, pela comunicação, pelo palco e pela representação, a importância de comunicar em várias línguas, para falar diretamente para o coração.

Compreendo a minha vivacidade, o meu papel e a minha missão, que tal como acontece com todos nós, está direta e intimamente ligada com o nosso talento e capacidade.

E aqui recorro novamente ao inglês, pelo simbolismo da palavra gift que significa, simultaneamente, dom e presente.

Há alturas em que me apetece correr pelo mundo fora, a partilhar tudo o que sinto e fui (e vou) redescobrindo ou relembrando.

Certamente, foi por isso que tive a inspiração de criar este blog-meio de comunicação; embora inicialmente reticente, pois não me agradava (e receava) a exposição.

A pouco e pouco fui acedendo e as coisas foram acontecendo.

Fui escrevendo, mais do que publicando, e vou expondo e libertando aos poucos, conforme vou conseguindo ou consentindo.

Gostaria que toda a gente se sentisse livre, leve e solta. Ao início era impulsiva e insistente, em especial com os mais próximos, queria apressar a sua perceção e evolução.

Contudo, embora por vezes frustrada, fui percebendo que estas coisas não se podem apressar.

Todos têm o seu momento e tudo tem o seu lugar e vagar.

E o que eu podia (e posso) era dar alento, dar a mão, promover, estimular, plantar sementinhas e regar (e, em determinada situação, se necessário, desafiar).

Houve vezes em que me apeteceu abanar algumas pessoas, alguns familiares, amigos, colegas, alunos ou clientes.

“Shake it”, “Shake it out” ou “Shake it off , Miss X ou Mr. Y”, para lhes tirar a poeira, que se instalava ou ia acumulando.

“Não vês que estás sempre a cometer os mesmos erros, a adiar as mesmas ações e decisões e a passar pelo mesmo tipo de desafios ou confusões?!” ou “Ainda não percebeste?”, “Que mais sinais queres ou precisas que o Universo te envie?”.

Atualmente, sinto-me mais consciente e benevolente (comigo e com os outros) e sinto uma maior calma e compaixão (por mim e pelos outros).

Todos lá chegamos e chegaremos, mais cedo ou mais tarde.

E, em bem verdade, o mundo está todo (cada um ao seu ritmo e modo), paulatina e progressivamente, a despertar.

Assim seja!

Sentir maior paz e equilíbrio não significa que já não me impaciente (comigo e com os outros) ou, ainda, que já não tenha desafios.

Significa, sim, sentir-me mais paciente, mais frequentemente.

E os desafios continuo a tê-los, obvia e salutarmente; e em especial, quando me desafio e saio da minha zona de conforto.

Sem desafios saudáveis, todos nos acomodaríamos, estagnaríamos e não evoluiríamos.

(E essa não é a razão pela qual aqui estamos certamente.)

Atualmente, vou conseguindo estar mais serena, na iminência ou presença de desafios, já os temo menos.

Vou começando a compreender a sua importância; em especial do que vai ficando para trás, pois a distância vai potenciando uma maior clareza.  

Frequentemente, dou por mim connecting the dots do que aconteceu em dados e determinados momentos, o porquê de ter conhecido ou convivido com certas e determinadas pessoas, a razão pela qual vivi e vivenciei certas e determinantes experiências.

Tudo foi (e é) como tinha de ser e porque tinha de ser.

Por vezes, até consigo contemplar a ideia dos desafios como bênçãos celestiais (mais no plano da mente, pois ainda não consigo verdadeiramente senti-lo, mas lá chegarei).

Pelo caminho, vou reconhecendo a importância do desafio, em especial dos passados, e agradeço o seu poder transformativo e regenerador.

E assim, hoje, com muito menos dor, e muito mais Amor, sinto-me muito mais Livre, Leve e Solta, e muito Grata!

Bem haja!

Bem Haja!

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